Mamãe estava com dor... começou cedo. Tomou vários remédios e nada. Liguei para o oncologista, depois de tentar mil vezes, pois o seu telefone só dava ocupado.... a resposta dele foi bem objetiva, não tinha o que fazer. Se a dor piorasse, levasse para o hospital.... teria que tomar morfina.
Lá pras tantas ela quis ir para o hospital... Ok! Troquei de roupa e já estava com as chaves na mão quando ela me falou que a dor estava passando.... e passando... e passando....
Ela dormiu.... e o meu sono passou. Meia-noite e lá vai conchinhas e eu completamente sem sono.
Liguei a TV.... e tive uma agradável surpresa: um especial de Chico Buarque.
Ele estava em Portugal e falava sobre sua vida como escritor.
Começou falando sobre "Estorvo", livro que eu não li.
Mas ele também falava sobre o que era ser escritor.... o que era ser escritor sendo um compositor.
Chico é Chico! Com aqueles olhos azuis maravilhosos e um sorriso meio tímido.
Ele tem a cara do Rio de Janeiro... um certo ar malandro.
Depois de Portugal, ele foi para Budapeste, falar sobre "Budapeste", seu último livro.
Este tentei ler....
Tentei, é verdade... E como tentei!!!!!!
Acho Chico genial.... ele tem letras de música que me fazem ficar de boca aberta... pensando como ele consegui fazer isso... Uns trocadilhos, umas rimas...
Então, por amá-lo como compositor, me obriguei a amá-lo como escritor. Tenho que confessar que não consegui....
Não tenho a síndrome de ser "cabeção" e falar o que não sinto só porque é o que todos esperam de alguém "culto" ou qualquer coisa desta.
Odiei o livro "Budapeste". Consegui chegar à metade nem sei como.... e depois larguei mão.
Não tenho que sofrer por causa de um livro.
Livro tem que ser como namoro..... a gente tem que estar apaixonado, tem que dar prazer.... tesão.
Não iria acabar de ler um livro só porque o autor é Chico Buarque, isso, apenas, não é motivo suficiente.
Preferia ler um livro de um Fulano Anônimo se ele me cativasse.
E leria mil vezes....
Mas gostei de ouvir Chico falando sobre o livro, sobre sua vida como escritor.
Achei super interessante quando ele falou que escreveu o livro sem conhecer Budapeste... mas que isso não era necessário.
Aí falou de inúmeros filmes que mostram o Brasil (mais particularmente o Rio) e quando a gente vê acha uma porcaria porque não tem nada a ver com o Brasil, muito menos com o Rio de Janeiro.
É verdade!
Quantas vezes retrataram o Brasil como uma selva? O Rio de Janeiro como a cidade da macumba? Ridículo para nós, brasileiros.... Mas quem disse que um autor tem que ser fiel a verdade?
Concordo com Chico.
E aí lembrei de outro livro que li faz pouco tempo.... e li muito por causa de From (um grande amigo).
From ama Gabriel Garcia Marquez e eu nunca tinha lido nada dele.
Devia ter começado por "Cem anos de solidão" (que dizem ser maravilhoso)... mas comecei por "Memórias de minhas putas tristes".
Odiei o livro!
Caracas! Um velho de 90 anos com um caso com uma menina de 15!!!!!!
Já comecei achando o velho um grandíssimo filho da puta tarado.
Depois comecei a sentir nojo de tudo que o velho fazia ou falava.
Se ele dizia que o céu era azul, eu ficava logo querendo arrumar briga com ele pensando em defender que o céu era amarelo.
Ainda por cima o velho era brocha e só ficava cutucando a menina com a mão e a boca, que imagino ser murcha e babona.
Ah! Tenho paciência pra isso não!
Li o livro até o fim pra ver se o velho safado morria... e o velho não morreu!
E agora? Agora não tenho mais coragem de ler Cem Anos de Solidão.
E é nessas horas que vejo o quanto escrever é difícil.... Não escrever pequenas crônicas, porque isso é até fácil. Escrever um livro, montar um personagem, uma situação.... dar vida ao que nem existe. Interagir com o leitor....
E penso nos livros que me marcaram.....
Livros como "Os três mosqueteiros", de Dumas.... que li quando era menina e me apaixonei por D'Artagnan. O livro era enorme, eu devia ter uns 10 anos... grudei e só larguei quando terminei... e depois deu uma saudadeeeeeeeeeee.
Os livros de Machado de Assis que adoro!
E aí o povo vem me falar de livros de auto-ajuda. Poupe-me!
Odeio esta coisa de colocar um monte de frases bonitinhas e agradar porque é o que o povo quer ouvir.... coisas do tipo: viva o presente, porque o passado já não existe e o futuro pode não existir.
Sim, isso é mesmo uma verdade, em termos!
Só que as coisas não são assim tão fáceis, as coisas não são feitas para ser uma receita de bolo.
O passado não existe, em termos.... porque somos o nosso passado também. O futuro não existe em termos, porque viver sem sonhar é uma bosta.
É verdade que a única coisa que temos realmente é o presente.... mas quer saber, pensar assim é tão.... tão.... tão pequeno.
Posso mudar toda a minha vida a partir de agora, mudar de cidade, de profissão, de religião, de cor do cabelo, etc, mas terei em mim Recife, arquitetura, cabelo castanho....
Posso morrer daqui a 2 minutos, é verdade. E se morrer, não acredito que minha história tenha terminado. Então qual é o drama de viver o todo, e não apenas o presente?
Duas da manhã... Nossa!
E eu com este papo Odara!
Sabe de uma coisa?! Vou assaltar a geladeira.... é mais negócio!
Crônicas do dia-a-dia e alguns pensamentos. A vida cotidiana tem muitas histórias que merecem ser contadas.
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domingo, 22 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
O COSMOS PERVERTIDO.
Eu tenho uma amiga (que não vejo há muitos anos e hoje mora em São Paulo) que inventou de ser astróloga (além de advogada). Uma vez ela fez o meu mapa astral. Eu achava legal as histórias dos planetas, sempre fiquei encantada com mitologia. Mas acreditar em astrologia não é muito o meu forte. De qualquer forma, ficaram as histórias...
Ela falou que meu Saturno estava em péssima posição, retrógrado, e sei lá mais o que. Odiei Saturno desde deste dia.
Com um pouco de propriedade, depois descobri que Saturno é o planeta do tempo, um implacável.
O tempo passa, quer queiramos ou não.
Na época via o tempo como meu inimigo. Talvez porque meus vinte e poucos anos me fizessem querer uma urgência sem muita maturidade. Se amava, tinha que ser pra ontem. Se precisava de algo, não podia esperar um segundo. O tempo acabaria com tudo se o deixasse correr.
Doce ilusão, pois o tempo corre.... e muito.
Realmente tinha que ter no meu "mapa" algo de inimizade entre eu e este velho maluco do tal Saturno.
Hoje, com uma certa maturidade, compreendo este velho, e não mais o encaro como um inimigo.
Foi nas barbas brancas dele que deixei muitas frustrações.
Foi em suas costas que me segurei quando precisei respirar, pois a dor de ter perdido minha mãe e meus irmãos me sufocava.
E o velho rabugento foi, aos poucos, se tornando um amigo com certas ressalvas.
Ele é mesmo impiedoso, mas às vezes o melhor amigo.
Isso tudo me faz lembrar um dia, em 2006, que eu estava numa comissão de propaganda.. Liz, uma amiga bem mais esotérica que eu, disse que o Cosmo estaria aberto às 4 horas da tarde.....
Eu, então, me encarreguei de espalhar o tal arreganhamento do Cosmo, e que todos deveriam fazer um pensamento positivo e coisa e tal.
Fiz uma revolução!
Naquele fim de setembro, com gosto de fim de ano, parecia urgente que todos se programassem para que 2007 fosse um ano melhor.
4 da tarde toda a comissão sumiu da sala.... e fomos abraçar uma árvore no estacionamento.
Não sei se o Cosmo estava mesmo abertão, mas aquelas mãos que se entrelaçaram em volta da árvore (fazendo um papel pra lá de esquisito para os manobristas do órgão em que trabalho) viraram amigas de verdade.
Eu, Liz, Fla, Telzinha, Fab e Bela.
Agora nos encontramos com freqüência, não somos apenas colegas.
Pensar nisso é tão bom, me faz lembrar que existem coisas boas em momentos ruins. Minha mãe morreu poucos dias após isso.... mas abraçar aquela árvore, e saber que o tal Cosmo pervertido estava arreganhado foi um momento mágico e inesquecível na minha vida.
E você que ler estas linhas, lembre-se de olhar o céu... e quem sabe, abraçar árvores.
E se puder, lembre-me disso também.
Às vezes eu esqueço...
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
DIABO AQUÁTICO.
Costumo rir a beça com uma amiga minha de colégio....
Uma vez estava um monte de meninas lá no colégio (há séculos atrás) discutindo o porquê de "diabo a quatro".
Uma a dizer que era diabo de quatro (situação mais ousada do diabo).
Outra a dizer que era diabo elevada a quarta potência (coisa de terceiro anista estudando matemática).
Enfim, estávamos numa discussão acalorada quando, de repente, chega Binha, esta minha amiga, pra resolver a questão definitivamente....
Gente não é diabo a quatro, é DIABO AQUÁTICO.
Realmente a discussão acabou.... em gargalhadas.
Diz se a vida não é ótima??!!
Outro dia estávamos comprando um presente no shopping.
Ela resolveu ver bolsas... e eu fiquei olhando também. Quando, de repente, surgiu uma moça que tinha (sendo otimista) 1.40m de altura.
Olha que sou baixinha, mas ela era quase anã.... de qualquer modo, isso não é a questão em foco.
Voltando ao assunto.... ela foi com a minha cara e começou a me mostrar bolsas.
Tá bom, vai.... não ia ser grossa, fui simpática.
Apesar deste programa de ficar vendo coisas pra comprar mais de 1 hora me cansa (sou diferente da maioria das mulheres), tive uma certa paciência.
Mas minha paciência acabou, e, como sou malvada, resolvi repassar a baixinha para Binha, afinal é ela que adora ficar comentando as coisas.... "olha, isso tá lindo!" "esta bolsa está na moda" e coisa e tal....
Fui caminhando com a baixinha para junto da minha amiga e quando ela estava comentando sobre bolsas, fugi e deixei as duas juntas.
Voltei depois de muito tempo e as duas ainda estavam lá.... no fim perguntei o nome da baixinha e ainda dei 2 beijinhos....
Lá lá lá, lá lá lá.... muito tempo depois Binha descobre que a carteira dela sumiu.
Pronto! Foi a baixinha ladrona!!!!!! (que mundo nós vivemos!)
Tentei defender a baixinha: não, Binha.... a mulher batia, na melhor das hipóteses, nos seus peitos.... ela nem tinha altura para meter a mão na sua bolsa.
E Binha: técnica de ladrona, você não sabe de nada, você é ingênua demais.
Lá pras tantas, no carro voltando para a casa dela, eu já estava convicta que tinha sido a baixinha mesmo...
É, foi muito suspeita a atitude dela em se aproximar de mim mostrando bolsas.
Pra concluir a baixinha não tinha roubado a carteira, que estava na casa da louca (ela quase me fez enfartar de estresse).
Mas agora estou rindo da baixinha.... tadinha, nem sabe que foi taxada de ladrona.... e só queria ser simpática. Talvez estivesse carente... vai saber, né?
Pior é que ela se encantava com cada bolsa feia....
Além de baixinha, de ser ladra em potencial, ainda tem mal gosto.
E pode dizer que é mesmo o diabo aquático este meu comentário!
Uma vez estava um monte de meninas lá no colégio (há séculos atrás) discutindo o porquê de "diabo a quatro".
Uma a dizer que era diabo de quatro (situação mais ousada do diabo).
Outra a dizer que era diabo elevada a quarta potência (coisa de terceiro anista estudando matemática).
Enfim, estávamos numa discussão acalorada quando, de repente, chega Binha, esta minha amiga, pra resolver a questão definitivamente....
Gente não é diabo a quatro, é DIABO AQUÁTICO.
Realmente a discussão acabou.... em gargalhadas.
Diz se a vida não é ótima??!!
Outro dia estávamos comprando um presente no shopping.
Ela resolveu ver bolsas... e eu fiquei olhando também. Quando, de repente, surgiu uma moça que tinha (sendo otimista) 1.40m de altura.
Olha que sou baixinha, mas ela era quase anã.... de qualquer modo, isso não é a questão em foco.
Voltando ao assunto.... ela foi com a minha cara e começou a me mostrar bolsas.
Tá bom, vai.... não ia ser grossa, fui simpática.
Apesar deste programa de ficar vendo coisas pra comprar mais de 1 hora me cansa (sou diferente da maioria das mulheres), tive uma certa paciência.
Mas minha paciência acabou, e, como sou malvada, resolvi repassar a baixinha para Binha, afinal é ela que adora ficar comentando as coisas.... "olha, isso tá lindo!" "esta bolsa está na moda" e coisa e tal....
Fui caminhando com a baixinha para junto da minha amiga e quando ela estava comentando sobre bolsas, fugi e deixei as duas juntas.
Voltei depois de muito tempo e as duas ainda estavam lá.... no fim perguntei o nome da baixinha e ainda dei 2 beijinhos....
Lá lá lá, lá lá lá.... muito tempo depois Binha descobre que a carteira dela sumiu.
Pronto! Foi a baixinha ladrona!!!!!! (que mundo nós vivemos!)
Tentei defender a baixinha: não, Binha.... a mulher batia, na melhor das hipóteses, nos seus peitos.... ela nem tinha altura para meter a mão na sua bolsa.
E Binha: técnica de ladrona, você não sabe de nada, você é ingênua demais.
Lá pras tantas, no carro voltando para a casa dela, eu já estava convicta que tinha sido a baixinha mesmo...
É, foi muito suspeita a atitude dela em se aproximar de mim mostrando bolsas.
Pra concluir a baixinha não tinha roubado a carteira, que estava na casa da louca (ela quase me fez enfartar de estresse).
Mas agora estou rindo da baixinha.... tadinha, nem sabe que foi taxada de ladrona.... e só queria ser simpática. Talvez estivesse carente... vai saber, né?
Pior é que ela se encantava com cada bolsa feia....
Além de baixinha, de ser ladra em potencial, ainda tem mal gosto.
E pode dizer que é mesmo o diabo aquático este meu comentário!
domingo, 1 de agosto de 2010
A LOUCURA É FELIZ
Ai que frio.....
Aqui no Reino Encantado de Mucinho anda um frio daqueles. Eu até gosto, mas para acordar de manhã e tomar banho, vocês não fazem idéia do sacrifício.
Vou me arrastando, igual a uma minhoca.
Primeiro tiro um pé debaixo das cobertas, e normalmente ele congela de imediato. Coloco novamente pra dentro, tomo coragem.... ignoro o congelamento e tento novamente. Então me espreguiço. Ligo a TV pra ver se consigo abrir os olhos....
E o dia começa.
Ultimamente um rapaz vem todos os dias no cartório pedir água.
Ele não é lá muito bom do juízo, mas é educadinho, e bem meigo. Por tudo ri.
Soube que não é daqui, e por isso todos tem medo dele.
O povo aqui tem medo de loucos, principalmente os loucos desconhecidos. Eu não tenho.
Vai ver que devo ser louca também.
Loucos não tem medo de loucos.
Fico com o coração apertado ao vê-lo.
Tão jovem, e tão abandonado.
Ele diz que mora em Recife, nem sei se acredito.
Fico pensando onde ele passa as noites... Ele diz que é numa casa de um conhecido. Não sei.
Às vezes ele entra aqui e fica me olhando, sorrindo.
Fala pouco. Parece tímido.
Viver não é fácil, mas ele parece feliz.
A loucura tem suas vantagens, uma delas é ter um coração alegre (pelo menos na maioria das vezes).
Os loucos daqui são alegres.
Triste somos nós que olhamos a loucura de fora.
Não vivemos sorrindo, nem cantando, nem extasiados com a beleza de uma flor, nem paramos pra perceber as pequenas coisas que os loucos observam.
Não dançamos na chuva, não deitamos na grama, não olhamos o outro com olhar fixo. Temos medo do encontro dos olhos.
Temos medo do ridículo.
Temos medo dos fracassos.
Temos medo das críticas, do abandono, da solidão.
Os loucos vivem sozinhos, felizes da vida.
Eles se bastam.
Talvez tenham medo do escuro, do bicho-papão, de remédios.... mas não do encontro de olhos, nem da beleza, nem do ridículo, muito menos da solidão.
Acho que deveríamos ter espaço em nós para a loucura.
Viver na sanidade é bem chatinho.
E o tempo passa tranqüilo, no reino encantado e frio de Mucinho.
Aqui no Reino Encantado de Mucinho anda um frio daqueles. Eu até gosto, mas para acordar de manhã e tomar banho, vocês não fazem idéia do sacrifício.
Vou me arrastando, igual a uma minhoca.
Primeiro tiro um pé debaixo das cobertas, e normalmente ele congela de imediato. Coloco novamente pra dentro, tomo coragem.... ignoro o congelamento e tento novamente. Então me espreguiço. Ligo a TV pra ver se consigo abrir os olhos....
E o dia começa.
Ultimamente um rapaz vem todos os dias no cartório pedir água.
Ele não é lá muito bom do juízo, mas é educadinho, e bem meigo. Por tudo ri.
Soube que não é daqui, e por isso todos tem medo dele.
O povo aqui tem medo de loucos, principalmente os loucos desconhecidos. Eu não tenho.
Vai ver que devo ser louca também.
Loucos não tem medo de loucos.
Fico com o coração apertado ao vê-lo.
Tão jovem, e tão abandonado.
Ele diz que mora em Recife, nem sei se acredito.
Fico pensando onde ele passa as noites... Ele diz que é numa casa de um conhecido. Não sei.
Às vezes ele entra aqui e fica me olhando, sorrindo.
Fala pouco. Parece tímido.
Viver não é fácil, mas ele parece feliz.
A loucura tem suas vantagens, uma delas é ter um coração alegre (pelo menos na maioria das vezes).
Os loucos daqui são alegres.
Triste somos nós que olhamos a loucura de fora.
Não vivemos sorrindo, nem cantando, nem extasiados com a beleza de uma flor, nem paramos pra perceber as pequenas coisas que os loucos observam.
Não dançamos na chuva, não deitamos na grama, não olhamos o outro com olhar fixo. Temos medo do encontro dos olhos.
Temos medo do ridículo.
Temos medo dos fracassos.
Temos medo das críticas, do abandono, da solidão.
Os loucos vivem sozinhos, felizes da vida.
Eles se bastam.
Talvez tenham medo do escuro, do bicho-papão, de remédios.... mas não do encontro de olhos, nem da beleza, nem do ridículo, muito menos da solidão.
Acho que deveríamos ter espaço em nós para a loucura.
Viver na sanidade é bem chatinho.
E o tempo passa tranqüilo, no reino encantado e frio de Mucinho.
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